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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Infinita quimera

A brisa costumava bater forte no meu rosto, o brilho do sol incandescia meus olhos, forçando-me a fechá-los deixando então, a emoção tomar conta do momento, e aí as lagrimas caiam, evaporando antes de me molharem, meu coração se enchia de paz e nos meus lábios um tímido sorriso surgia, sorriso que pretendia ficar. 
Porém, hoje as janelas se encontram trancadas, o abajur é quem proporciona a luz e o vento é a mera circulação de ar do ambiente fechado, a emoção se foi e o sorriso junto com ela. O tempo - causador de tal - foi traiçoeiro, ele que me fez promessas de finais felizes e reconhecimento e amor e paz, contudo trouxe consigo amargura e uma crescente decepção. Hoje sou muito menos do que veem, se ainda atrevem me enxergar. Sou formada por meras objeções artificiais, não me atrevo a entrar em contato com o infinito, pois caso me perguntem: quem sou eu? A resposta seria vaga e não corresponderia com quem costumava ser. Envergonho-me pelo que tornei-me, azedei-me com o tempo, quanto desprazer! Ficaram de lado as coisas banais que costumava exaltar. A formalidade chegou junto com a normalidade e agora, desencontrei-me. Quem me achar, por favor não me procure, pois irá se decepcionar ao ver que meu sorriso se esvaiu indo de encontro com o mar. 

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